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  • Fala Curitiba: como a população decide parte do orçamento da cidade

    Sobre o Programa

    Lançado em maio de 2017, o Programa Fala Curitiba, coordenado pelo Instituto Municipal de Administração Pública, objetiva ouvir a vontade da população quanto as propostas das leis orçamentárias do Município, ampliar o debate e direcionar a indicação de demandas priorizadas por uma comunidade, considerando as características específicas dos seus 75 bairros.

    A cada quatro anos ocorre a consulta pública para a formulação do PPA

    Conforme determina a Lei Orgânica do Município de Curitiba, o Plano Plurianual – PPA deverá abranger os programas de manutenção e expansão das ações de governo e outras delas decorrentes, e para as despesas de duração continuada.

    O PPA inclui uma série de programas temáticos, em que são colocadas as metas (expressas em números) para os próximos anos.

    Duas etapas anuais

    O Programa Fala Curitiba é dividido em duas etapas, por ano: consulta sobre a LDO, que define as principais indicações, sem maiores aprofundamentos; e, a segunda, sobre a LOA, que faz o detalhamento das prioridades, em uma sequência de diferentes fases.

    Ao final dos processos são eleitas propostas como sugestões para comporem a Lei do Orçamento Anual – LOA, que será encaminhada pelo Executivo à apreciação e aprovação da Câmara Municipal, no segundo semestre.

    LDO para o ano seguinte

    Nesta etapa do programa, as sugestões da população são ranqueadas, e aquelas que se evidenciam serão incluídas como metas e prioridades da administração municipal para execução no ano posterior, com base em uma leitura regionalizada, identificando quais das principais temáticas que merecem mais atenção em cada Administração Regional.

    LOA: detalhamento

    Para a Lei Orçamentária Anual, as sugestões, a serem apresentadas de abril a julho, devem ser detalhadas. É preciso especificar as quantidades, localizações e a descrição das características de cada demanda da população.

    Os investimentos

    A ideia central do Fala Curitiba é a participação da população, atualmente ela é oportunizada por três formatos: pela internet; em contato com unidade, ou equipe do Fala Curitiba Móvel; ou ainda, em reuniões presenciais, para que se ganhe em transparência, recebendo informações qualificadas sobre a forma como as leis, em especial a LDO e a LOA são elaboradas. E, além disso, evidenciando como são empregados os recursos municipais arrecadados pela cobrança de tributos dos contribuintes.

    Além de se destinar a investimentos em obras, programas, serviços, o Orçamento de Curitiba deve cobrir as despesas de custeio (como compra de bens de consumo nas rotinas de trabalho e prestação de serviços), da dívida e garantir a reserva legal obrigatória (reserva de contingência).


    Fonte: Instituto Municipal de Administração Pública / Prefeitura de Curitiba — fala.curitiba.pr.gov.br
    Publicado originalmente no Informativo PLENA — março/2026, página 4.

  • Com Fala Móvel, população de Curitiba encontra o caminho mais fácil para ser ouvida

    Nota do Info Plena: publicado na edição impressa de abril de 2026. A etapa de coleta de sugestões pelo Fala Móvel foi encerrada em 3 de junho de 2026.

    Em frente a feiras, supermercados, unidades de saúde ou outros pontos estratégicos da cidade, o guarda-sol roxo e azul do Fala Móvel, veículo do Fala Curitiba, pode ser encontrado, pronto para receber moradores que queiram trazer demandas diretamente para a gestão municipal.

    O Fala Curitiba é o programa de consultas públicas coordenado pelo Instituto Municipal de Administração Pública (Imap) e pela Secretaria do Governo Municipal (SGM) e está na segunda fase até o dia 3 de junho. Nesta etapa, as informações registradas são utilizadas para subsidiar a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que define como será aplicada parte dos recursos do município em 2027.

    Participação cidadã

    A assistente social e moradora do Jardim Social, Ana Claudia Fontana França, respondeu à pesquisa durante suas compras na feira livre da Praça do Expedicionário, no Alto da XV, na manhã de quarta-feira (15/4), e refletiu sobre a importância da participação popular nas decisões sobre a cidade.

    “Eu já havia participado pela internet. Acho importante que haja esse canal para que nossas reclamações cheguem ao lugar certo e as providências possam ser tomadas”, disse Ana Claudia.

    A assistente social sugeriu a implantação de um semáforo em um cruzamento próximo à sua casa e pediu a verificação de uma ligação de esgoto no córrego que passa pelo Bosque de Portugal. Ela considera o cuidado com a cidade e a reivindicação por melhorias uma parte importante do seu papel como cidadã. “Muitas pessoas não percebem que são cidadãs e que devem participar para que possamos melhorar a cidade como um todo”, acrescentou.

    Para o trabalhador da Ceasa de Curitiba (Central de Abastecimento), Diogo França (foto acima), a proximidade do Fala Curitiba com o seu local de trabalho foi fundamental para sua participação. Ele respondeu ao questionário na terça-feira (14/4), quando a equipe do Fala Móvel estava na Ceasa.

    “Eu não conhecia o programa e achei interessante. Foi fácil responder. Eu pedi para aumentar a presença da Guarda Municipal no Tatuquara”, contou.

    Reuniões finais

    Em sua 10ª edição, o Fala Curitiba 2026 termina em agosto, com as reuniões presenciais, uma em cada regional, entre os dias 3 e 7. Também será possível votar pela Fala Móvel e pela internet, entre os dias 19 e 31 de julho. Como nas etapas anteriores, nessa fase é importante a participação popular para garantir votos para as dez ações prioritárias em cada região da cidade e que farão parte da LOA (Lei Orçamentária Anual) para 2027.


    Fonte: Prefeitura de Curitiba — curitiba.pr.gov.br
    Publicado originalmente no Informativo PLENA — abril/2026, página 5.